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FAMÍLIA RECEBE CORPO TROCADO PARA VELÓRIO EM VIRGEM DA LAPA-MG

“Foi um equívoco”, justificou  gerente da Funerária

AO ABRIR O CAIXÃO FAMILIARES NOTARAM QUE NÃO ERA O DEFUNTO CERTO

Enquanto a família esperava em casa, no bairro Bela Vista,  o corpo da aposentada Maria Helena Lopes Ferreira, 73 anos, a funerária  acabou entregando o corpo de uma estranha.
“Quando abriram o caixão eu quis beijar pela última vez, aquela que foi minha companheira por 53 anos. Foi quando percebi que não era minha mulher. Era uma pessoa totalmente desfigurada”, desabafou José Antonio Moreira Campos, 76 anos, esposo da aposentada.
“Não há dinheiro que vai pagar este sofrimento. Estamos revoltados e vamos processar judicialmente os responsáveis”, acrescentou José Antonio, apoiado pelos oito filhos.
Maria Helena Lopes faleceu na manhã de 17/06 no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, onde ficou internada por uma semana.
Ela lutava contra uma leucemia e após toda a confusão da troca de corpos, foi finalmente sepultada na manhã de 19/06 no cemitério municipal de Virgem da Lapa.
Acordo entre funerárias
Uma sobrinha da aposentada, que é enfermeira em São Paulo, providenciou o translado que ficou sob a responsabilidade da funerária Pax Viana, localizada em Guarulhos (SP) que transportou o corpo até a cidade de Virgem da Lapa, onde foi entregue à funerária Teófilo Otoni para os preparos finais. O problema é que, além do corpo de Maria Helena, a funerária decidiu levar também, o corpo de uma outra mulher para ser enterrado na cidade de Poções, interior da Bahia.
“O erro foi tanto da funerária de Araçuai, quanto da Pax Viana em São Paulo. Ninguém entrega um corpo sem conferir de quem é”, disse a enfermeira, por telefone, em entrevista ao Jornal Gazeta.
“Acompanhei todos os procedimentos aqui em São Paulo e estava tudo certo para o corpo da minha tia ser entregue aí em Virgem da Lapa.
Isso nos causou um transtorno muito grande. Me garantiram a qualidade do serviço e não me avisaram que iriam levar outro corpo junto com o da minha tia. Se teem parceiros de trabalho em Araçuai, precisam ter responsabilidade. Não estão carregando madeira, mas gente. Agiram de má fé”, disse revoltada  a enfermeira Gerusa Lopes Luiz Santana.
“Trabalho aqui há oito anos.É a primeira vez que isso acontece”, disse ele, explicando que  em Virgem da Lapa, funcionários da funerária abriram a urna para preparar o corpo que estava embalsamado. “Era para colocar flores e trocar o caixão”, disse ele.
Após perceber o erro, familiares acionaram a funerária que conseguiu interceptar o veículo que levava o outro cadáver para a cidade de Poções, no interior da Bahia. O carro funerário já estava próximo de Itaobim, a 108 km de Virgem da Lapa.
A troca foi feita em Araçuaí na noite de segunda-feira (18/06),  após protestos e indignações e muita revolta da família de Maria Helena que registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia.
“O que nós passamos, não desejamos para ninguém. Foi um choque enorme para todos nós. Um desrespeito”, protestou o administrador José Marques Lopes Pereira, 45, residente em Belo Horizonte e sobrinho da aposentada.
“Queremos que os responsáveis sejam punidos para que isto não aconteça com outras famílias”, acentuou José Walmir Lopes Moreira, filho da aposentada.
O gerente da Funerária Teófilo Otoni disse  que a empresa mantém um vínculo com a funerária Paz e Vida de São Paulo. “  Foram eles que indicaram a Pax Viana que estaria viajando para a região para levar um corpo até a cidade de Poções, interior do Estado da Bahia e assim ficaria mais em conta”. justificou Ricardo Santos.
A família  de Maria Helena já decidiu que vai entrar com um processo judicial por danos morais  em desfavor das funerárias Teófilo Otoni e Pax Viana.
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