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VÍDEO: TORCEDORA AGREDIDA ACUSA PM DE CENSURA

Torcedora vai encarar a PM; “Não vou deixar isso quieto”

(FOTO: REPRODUÇÃO/YOU TUBE)

Um grupo de torcedores se reuniu na Praça Santos Andrade para uma caminhada até o estádio Couto Pereira a favor da paz. “Como fui a primeira a chegar, posso garantir que não houve nenhum excesso”, argumentou Ana Paula Lima ao jornal.
Ela ainda contou que carros de polícia chegaram ao local sob alegação de denúncias de desordem e passaram a abordar os torcedores de forma violenta.  “Foi aí que eu pensei: ‘Não vou deixar isso quieto’. Eu peguei meu celular e comecei a gravar”, declarou.
Assim que começou a gravar passou a ser hostilizada. Os policiais ainda tentaram arrancar o telefone da mão dela sem sucesso e assim que perceberam que ela escondeu o aparelho na calça passaram a agredi-la. “Quando o policial viu que [o aparelho] não estava mais na minha mão, ficou muito bravo, e começou a agressão física”, afirmou.
O saldo da truculência policial é uma série de escoriações nos ombros, joelhos, lábios.  Ana Paula também reclama de dores na região peitoral e afirma que seguiu gravando o áudio de abordagem, que pode ser usado como prova contra os policiais.
O comando da Polícia Militar decidiu afastar do trabalho nas ruas os três policiais que abordaram Ana Paula Lima e o que estava na viatura. Todos eles são integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a elite da PM do Paraná.
Os policiais farão apenas trabalhos internos no quartel até o fim da sindicância que vai apurar se houve abuso. A partir daqui, a corregedoria da PM tem o prazo de 20 dias para concluir a apuração, com possibilidade de prolongar a investigação do caso por mais 20 dias.
A advogada da estudante, Ana Luísa Camargo declarou que até o início da tarde desta quarta-feira, a corregedoria da PM não havia chamado a torcedora para prestar esclarecimentos e ou solicitado novas provas para apuração.

Caso também deve ir para a justiça comum

A advogada também declarou a intenção da vítima de abrir processo contra os policiais na justiça. Ela registrou Boletim de Ocorrência contra os PMs ainda no sábado. Apesar das escoriações, Ana Paula Lima descartou qualquer pedido de indenização ao Estado. “Ela teria esse direito, mas acredita que o erro não foi da corporação, e sim desvios de conduta individuais desses policiais”. Compartilho da opinião de Ana Paula, a corporação não pode ser culpada da truculência individual de alguns de seus membros. No entanto, deve apurar e punir os envolvidos se provado o abuso. É sua obrigação, se não será culpada por omissão. Algo tão ou mais covarde do que o que fizeram com Ana Paula.
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