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Suspeito de matar adolescentes em Ibirité, MG é preso por policiais do DHPP‏

Wellerson Richard Lopes Soares, o "Bolinha"
Wellerson chegou a ser expulso do bairro Washington Pires no ano passado e foi morar em Sarzedo, local de sua prisão (Foto: Divulgação/PCMG)

O homem suspeito de matar dois adolescentes, ambos de 17 anos, no bairro Washington Pires, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi preso por policiais civis do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A informação foi confirmada pela Polícia Civil, na tarde desta quinta-feira (24). 
Wellerson Richard Lopes Soares, o “Bolinha”, de 24 anos, foi detido na cidade de Sarzedo (MG), após ser expulso do bairro Washington Pires, por conta dos crimes. Para o delegado Gustavo Barletta, a colaboração de testemunhas foi fundamental na conclusão dos trabalhos e indiciamento dos envolvidos.

O crime

Gabriel Marques de Faria foi morto no dia 10 de outubro de 2012. O executor do crime, considerado líder do grupo criminoso à época dos fatos, Gederson Alves do Nascimento (Dú ou Chocolate), está foragido. Levantamentos indicam que ele comandava o tráfico de drogas no bairro Washington Pires junto com os irmãos e que Wellerson era um dos gerentes do grupo. Já a vítima Lusiane Maria Bertuane morreu no dia 17 de maio de 2013. A Polícia acredita que Gederson, investigado em mais de 10 homicídios, tenha fugido para a Bahia.
Segundo o delegado Gustavo Barletta, que coordenou as investigações, Gabriel tinha envolvimento com o tráfico de drogas e em crimes contra o patrimônio, além de constar contra ele um registro por homicídio. Segundo levantamentos, os roubos praticados pela vítima estava atraindo a atenção da polícia para o aglomerado, o que desagradou os traficantes da região. Por esse motivo, Gederson decidiu assassinar Gabriel. Ele foi morto em uma quadra do bairro durante emboscada planejada por Wellerson. 
As investigações apontam ainda que Gederson disparou três vezes contra a vítima, sendo dois tiros no rosto e um no ombro. A fim de demonstrar poder e intimidar os moradores da região, o corpo de Gabriel foi deixado no local do crime durante todo o dia. A noite, Gederson coagiu um dos moradores do bairro a acompanhar Wellerson até a MG 40 (estrada Velha de Ibirité), onde abandonou o corpo da vítima, que foi encontrado no dia seguinte enrolado em sacos plásticos.
Já Lusiane, que também participava do tráfico de drogas no bairro Washington Pires, foi morta por Wellerson no ano seguinte à morte de Gabriel. O crime foi executado por Wellerson, ao suspeitar que a vítima estaria repassando informações do grupo criminoso para rivais do tráfico nos bairros Lindeia e Durval de Barros. Ele atirou duas vezes contra a jovem que ainda deu um grito, antes de receber o terceiro disparo fatal. 
O chefe da Divisão Especializada de Investigação de Crimes Contra a Vida (DICCV), Luiz Flávio Cortat, destacou “a importância dos policiais civis preservarem a identidade das testemunhas, invocando o sigilo constitucional da fonte, corroborando com outras provas e com a novas metodologias de investigação, como a utilização de ferramentas tecnológicas disponibilizadas pela PCMG”.
Participaram das investigações a equipe de policiais civis da Delegacia Especializada em Homicídios de Ibirité, composta pelo delegado Gustavo Barletta, o subinspetor Flávio Cabral, o escrivão Junio Castro, e os investigadores Marcos Daniel e Tharick Augusto.
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