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Após rompimento de barragens, PC deve interrogar 60 pessoas até dezembro

Polícia Civil espera interrogar 60 pessoas até o fim de dezembro
Andréa Vacchiano, destaca complexidade do caso e faz balanço positivo das primeiras investigações (Divulgação/PCMG)

A nova chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada Andréa Vacchiano, nomeada para o cargo no dia 19 deste mês, reuniu a equipe multidisciplinar responsável pelo inquérito do caso da barragem de rejeitos da Samarco em Mariana para obter um balanço das atividades investigativas e acertar as próximas etapas do trabalho. Nesses primeiros 20 dias de apuração, completados nesta quinta-feira (26), as análises de documentos e os primeiros levantamentos da perícia criminal subsidiaram os delegados para que a fase mais intensa de depoimentos, que prevê cerca de 60 pessoas interrogadas até o fim de dezembro. Até hoje, foram ouvidas oito pessoas.

Nova chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada Andréa Vacchiano
Delegada Andrea Vacchiano (Divulgação/PCMG)
A chefe da Polícia Civil determinou que peritos acompanhem os depoimentos dos técnicos e solicitou que as oitivas sejam feitas, paralelamente, em Mariana, Ouro Preto  e Belo Horizonte, sob coordenação do delegado regional Rodrigo Bustamante, titular do inquérito, com apoio do delegado de Meio Ambiente, Aloísio Daniel Fagundes. Pela experiência adquirida durante a investigação do estouro da barragem da Herculano Mineração, ocorrido no dia 10 de setembro de 2014, em Itabirito, a delegada Mellina Clemente vai passar a integrar a equipe que apura o caso de Mariana – ela está concluindo o relatório final, que será divulgado nos próximos dias.
“A primeira etapa da investigação avançou bastante. Um caso como esse de Mariana é de enorme complexidade, precisamos checar detalhes variados e colher todas as provas técnicas e materiais possíveis para esclarecer para a opinião pública o que de fato aconteceu, quais as causas e quem foram efetivamente os responsáveis pelo ocorrido. A equipe está trabalhando de forma otimizada e conta com a nossa retaguarda para que a Polícia Civil dê as respostas que toda sociedade brasileira espera”, afirmou Andréa Vacchiano.

Vítimas

O corpo de um homem, encontrado na noite dessa quarta-feira (25), em Ponte do Gama, também em Mariana, está aguardando identificação. Não é possível afirmar ainda se a morte tem relação com o desabamento da barragem. Já o Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil agiliza a fase de análises de DNA para identificação dos perfis dos segmentos corpóreos. Depois será feita a confrontação com o material de familiares de desaparecidos. “Esse trabalho não permite previsão exata. O estágio de conservação dos segmentos corpóreos normalmente exige seguidas repetições dos exames e há casos em que o resultado sai em duas semanas e outros que demoram até seis meses”, adianta o diretor do IC, Marco Paiva, acrescentando que o laboratório busca resolver, paralelamente, os casos de Mariana e os da rotina.
No Instituto Médico Legal (IML), em Belo Horizonte, legistas estão concluindo o exame odontolegal de dois corpos que, após a identificação, devem ser liberados às famílias amanhã. De um terceiro corpo, também no IML, foi possível fazer a coleta de impressões digitais, que agora serão comparadas com material genético.
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