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Onze são presos em operação de combate ao tráfico em MG, PR e ES

Onze são presos em 'Operação Itaipu' de combate ao tráfico em MG, PR e ES
‘Operação Itaipu’ resulta em 11 prisões e na apreensão de 3,5 toneladas de drogas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O trabalho investigativo realizado em conjunto, durante seis meses, pela Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais, denominado “Operação Itaipu”, desarticulou um grande esquema de tráfico interestadual de drogas, que abrangia desde Foz do Iguaçu, no Paraná, passava por Minas Gerais e chegava ao Espírito Santo.
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Combate a Organizações Criminosas da Polícia Civil, com atuação junto ao Ministério Público (GCOC/PC/MP), e contou com a participação de policiais civis da Agência de Inteligência da Regional de Betim/MG e da 1ª Delegacia do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), sendo realizadas em três fases distintas.
De acordo com o delegado Márcio Lobato, chefe do Denarc, o intuito da operação foi desarticular o esquema de tráfico e causar perdas patrimoniais aos envolvidos, inviabilizando a retomada da prática criminosa pela quadrilha. “Estivemos empenhados, desde o início, em sair no encalço do bando até onde fosse possível chegar”, destacou.
O delegado Antônio Prado, do GCOC, ressaltou, por sua vez, que o esquema de tráfico de distribuição de drogas em Belo Horizonte por essa quadrilha foi todo mapeado, durante as investigações. “Depois do trabalho realizado, alcançamos inclusive os suspeitos de enviar as drogas para cá. Cerca de 30 veículos utilizados no esquema tiveram, inclusive, a apreensão decretada”, enumerou.

Etapas

A primeira foi deflagrada no dia 9 de outubro, em Florestal, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), quando seis investigados foram presos em flagrante com 2.830 quilos de maconha. A droga fazia parte de um grande carregamento que tinha sido remetido de Foz do Iguaçu pela outra parte da quadrilha e que estava sendo guardada em um imóvel, localizado às margens da rodovia BR-262.
Naquela ocasião, foram presos os mineiros Emerson Márcio de Freitas (mais conhecido como Coelho), de 42 anos; Jhonata Ferreira de Castro, de 23; Claudimar Lopes dos Santos, de 41; e Ernando Batista Gonçalves, de 47. Os paranaenses Cristian Barbosa Correa, de 32 anos, e Valdir Pereira, de 50, também foram capturados com o grupo. Com os seis, foram apreendidos dois veículos: um Fiat Pick-up Adventure e um Palio.
No dia 15 de outubro, as equipes da Polícia Civil e do Ministério Público deflagraram a segunda etapa da “Operação Itaipu”, que resultou na prisão em flagrante de um dos líderes do grupo: o mineiro Cristiano Medeiros Graciano (mais conhecido como Budega), de 37 anos, que estava em um posto de combustível, em Igarapé, também na RMBH e fazia o transporte de 520 quilos de maconha em um caminhão baú. A droga, que fazia parte da mesma carga vinda de Foz do Iguaçu, foi toda apreendida.

Esquema

Na terceira fase da operação, ocorrida nos dias 27 e 29 de outubro, foi montada um grande esquema para o cumprimento de vários mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte. As ações foram realizadas por policiais civis de Minas Gerais em conjunto com a Divisão Estadual de Narcóticos de Foz do Iguaçu, e ocorreram em BH, Ipatinga e em Foz do Iguaçu, simultaneamente.
Três paranaenses foram presos nesta fase, sendo eles Valmir Armônico, de 39 anos; Luiz Carlos Saldanha Fante, de 40; e Lucas Panta Fogaça, de 24. As prisões ocorreram em Ipatinga, onde foi cumprido também o mandado de prisão do mineiro Nilson José da Silva, de 37 anos, sendo todos integrantes da quadrilha.

Onze são presos em 'Operação Itaipu' de combate ao tráfico em MG, PR e ES
Trabalho investigativo foi realizado em conjunto, pela Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Mais de 30 veículos que haviam sido enviados ao Paraná como parte do pagamento dos carregamentos de drogas foram apreendidos, com base no bloqueio e sequestro dos bens obtidos ilicitamente pela quadrilha, decretado pela Justiça Mineira. Foram apreendidas também duas armas de fogo. Os integrantes do grupo presos do Paraná foram imediatamente recambiados para BH, onde responderão ao processo criminal.

Núcleos

No curso das investigações verificou-se que a quadrilha se dividia em diferentes núcleos criminosos: o principal composto por “fornecedores” de Foz do Iguaçu e, os demais, por “distribuidores” de diferentes grupos de Belo Horizonte (região Noroeste e Oeste) e das cidades de Betim, Contagem, Igarapé, Santa Luzia  e do Vale do Aço, sendo que estes últimos atuavam em Ipatinga e Coronel Fabriciano, já que parte das drogas seguia para Vitória, no Espírito Santo. Os entorpecentes eram negociados em grande escala, sendo os veículos dados como parte do pagamento, para facilitar a movimentação dos valores decorrentes do tráfico.
Segundo as autoridades envolvidas nas investigações, o resultado da operação merece destaque, sobretudo porque as ações de combate ao tráfico de drogas desencadeadas em Minas foram pautadas na busca da responsabilização criminal não só dos traficantes mineiros, mas também dos grandes “fornecedores” que, mesmo estando em outro estado, foram identificados e trazidos para responder ao processo criminal no território mineiro.

Onze são presos em 'Operação Itaipu' de combate ao tráfico em MG, PR e ES
Operação policial combate de tráfico interestadual de drogas em MG, PR e ES (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Os investigados responderão pela prática dos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas (art. 33 – com pena de 5 a 15 anos de reclusão e art. 35 – de 3 a 10 anos de reclusão), com aumento de pena de 1/6 a 2/3 – previsto no art. 40, inciso V (quando caracterizado o tráfico entre diferentes Estados da Federação), todos da Lei Antidrogas nº. 11.343/06, além do crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido (art. 12 do Estatuto do Desarmamento – com pena de 1 a 3 anos de detenção).
Outros investigados que tiveram a prisão decretada pela Justiça de Minas são considerados foragidos e continuam a ser procurados pela Polícia Civil.
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