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PC faz operação em BH de combate à venda ilegal de bilhetes de eletrônicos

Polícia Civil realiza operação para combater a venda ilegal de bilhetes eletrônicos de transporte público em
Envolvidos poderão responder por estelionato e outros crimes (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da 6ª Delegacia Especializada de Falsificação, Sonegação Fiscal e Administração Pública (DEIFA), do Departamento Estadual de Investigação de Fraudes (DEIF), com o apoio do Grupo de Pronta Resposta (GPR), realizou, na manhã desta segunda-feira (25), na região central de Belo Horizonte, junto às estações do Move, operação policial visando reprimir a venda ilegal de bilhetes eletrônicos de transporte público. Até o momento, oito suspeitos foram conduzidos à delegacia, onde serão ouvidos.
Durante a ação foram arrecadados dezenas de cartões de bilhetes eletrônicos. O delegado Hugo Arruda, responsável pelas investigações, explicou como eles agiam. “O grupo abordava trabalhadores e oferecia 50% em dinheiro sobre o valor de crédito inserido nos cartões eletrônicos e, posteriormente, os repassavam por R$ 3,50 a viagem, vinte centavos abaixo do valor praticado pelas revendas oficiais”, contou. “Todos os titulares dos cartões serão intimados a comparecer para prestar declarações, uma vez que são pessoais e intransferíveis e devem ser utilizados exclusivamente para a compra de passagens do trajeto entre a residência e o trabalho”, acrescentou.
O delegado ressalta, ainda, que quem compra ou vende créditos em locais não credenciados, além da responsabilidade penal, está sujeito à aquisição de cartões falsos ou com parte do valor inserido já utilizado. “A compra e venda de cartões Bhbus e Ótimo, assim como vales refeições, constituem crime e o prejuízo gerado à empresas ligadas ao setor nos últimos meses é estimado em R$ 130 mil”, disse.
Os conduzidos poderão responder pelos crimes de estelionato, crime contra a economia popular, lavagem de dinheiro e associação criminosa e uma segunda etapa da operação encontra-se focada em aferir a participação de agentes públicos ou funcionários ligados às empresas vítimas.
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