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DPU defende moradores do Médio Jequitinhonha em ação sobre a BR-367

DPU atua em favor de moradores do Médio Jequitinhonha isolados pela BR 367
Equipes percorreram alguns trechos da BR-367. Entres eles, Minas Novas, Chapada do Norte e Berilo (Foto: GMF/MGM)

Apesar de ostentar o título de rodovia federal, a BR 367, com mais de 100 quilômetros sem asfalto, repleta de buracos e marcas de erosão, é cenário de abandono e de descaso com a população do Médio Jequitinhonha, em Minas Gerais.

DPU atua em favor de moradores do Médio Jequitinhonha isolados pela BR 367
Ação ocorreu de maio a julho (Foto: GMF/MGM)
As equipes das três fases da Ação Itinerante Médio Jequitinhonha, realizadas pela unidade da Defensoria Pública da União em Belo Horizonte, percorreram, do mês de maio a julho, o trecho da BR 367, que liga Minas Novas, Chapada do Norte e Berilo, e presenciaram os prejuízos causados à população dos três municípios pela extrema precariedade da estrada.
Os moradores mais antigos da região, como os irmãos José Leandro e Geralda, relatam que já perderam as contas de quantas vezes ficaram totalmente isolados por causa da lama e de quantos acidentes presenciaram na rodovia. 
O defensor regional de direitos humanos da DPU em Minas Gerais, Estêvão Ferreira Couto, que coordenou, no mês de maio, a primeira fase da Ação Itinerante Médio Jequitinhonha, realizada em parceria com o Instituto Rondon Minas, no município de Berilo, passou a analisar a situação da estrada com o intuito de organizar eventual pleito judicial que possa impulsionar a sua pavimentação.
Uma das medidas já tomadas pelo defensor foi submeter à análise da Comissão Especial de Obras Inacabadas do Senado Federal – recentemente criada com o propósito de concluir, até 2018, obras de pequeno e médio porte que estão paralisadas – o pleito da população carente do Vale do Jequitinhonha, que tem sido prejudicada, há muitos anos, pelo precário estado de conservação da BR 367, especialmente no trecho entre Minas Novas a Berilo.
Segundo o defensor Estêvão Couto, “a extrema precariedade da via rodoviária acarreta enormes prejuízos para a vida dos moradores e para as atividades econômicas dos municípios da região. Destacam-se casos de pessoas que não podem ser transportadas por ambulância, de crianças prejudicadas no deslocamento para a escola e, ainda, o grande número de mortes em decorrência da situação”.
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