Minas Gerais

Filmes e shows movimentam o mês de janeiro na Rede Minas

Foto: Divulgação/Rede Minas

Neste mês de janeiro, a Rede Minas preparou uma programação especial, com exibição de filmes, documentários e curtas-metragens sempre às terças-feiras, às 22h30, e também preparou horário especial dedicado à música, com shows e concertos às sextas-feiras, no horário das 23h. Abaixo seguem resumos das atrações:

Hoje, dia 3
As atrações se iniciam com três documentários produzidos pela Rede Minas, em 2016.

Muquifu
É um documentário sobre o único museu de favela de Minas Gerais, o Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu). A produção aborda a origem e, sobretudo, o papel de um museu de favela: um lugar onde o mais importante são as histórias por trás de cada objeto. A direção e edição é de Luiz Matoso e a produção de Cláudio Henrique.

Cultura do Ódio
Este documentário aborda a intolerância vivenciada nas redes sociais, na política, no futebol e o ódio direcionado às chamadas minorias. A filósofa Márcia Tiburi e o psicanalista Fábio Belo foram entrevistados na obra e ambos falam sobre esse fenômeno no Brasil. A direção é de Leandro Lopes.

Rio, à Beira do Ir
É um documentário sobre memórias do Rio São Francisco, sobre as (in)certezas em relação ao futuro do famoso velho chico. A direção é também de Leandro Lopes.

Terça-feira, dia 10
Neste dia serão exibidos três curtas-metragens do edital Filme em Minas, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, e um documentário da Rede Minas sobre a tragédia de Mariana, produzido pela Diretoria de Jornalismo da emissora.

O Bloqueio
Baseado no trabalho de Murilo Rubião, a animação de 2002 é a história de Gerion, um ocupante de um edifício solitário perturbado por uma imensa quantidade de ruídos. Atormentado e quase louco, o personagem se pergunta: “eles estão construindo ou destruindo?” A direção é de Cláudio de Oliveira e Fernando.

Égun
É a história, em animação, de um pescador na busca por compreender os fatos que levaram à morte de seu pai, abordando a relação entre a condição sociocultural de moradores de uma comunidade litorânea e a tradição espiritual afro-brasileira do Candomblé. A direção e roteiro são de Helder Quiroga.

Oxun
Esta outra animação é a saga dos orixás para salvar a humanidade da seca e da fome na Terra, culminando no sacrifício de Oxum que, de um lindo pavão, vê-se transformar em abutre. Baseada na mitologia ioruba, a direção é de Denis Leroy.

Olhar Mariana
A obra, produzida pela Rede Minas, relembra o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, e é baseada em depoimentos de repórteres, cinegrafistas e auxiliares da emissora que acompanharam os acontecimentos em Barra Longa, Governador Valadares e outros municípios atingidos. É uma homenagem às vítimas e uma reflexão em torno da mineração sustentável. A direção é de Paolo Xavier e o roteiro de Marcos Maia.

Terça-feira, dia 17
Neste dia, tradição, talento e cultura popular mineira são temas de dois curtas-metragens do edital Filme em Minas. Há também a exibição de um longa sobre a estilista mineira Zuzu Angel.

Galinha ao Molho Pardo
Baseado em conto do livro “O Menino no Espelho”, de Fernando Sabino, o filme conta a história de Fernando, um garoto que vive aventuras ao tentar salvar a vida de uma galinha que seria preparada ao Molho Pardo pela cozinheira Alzira, para o almoço de domingo. A ficção é dirigida por Feliciano Coelho.

O Ronco da Barriga
Pedro, um mineiro esperto, acorda com o roncar de sua barriga, que mais parece o ronco de onça querendo comida. Sem posses e sem dinheiro, ele precisa matar sua fome. O curta-metragem faz parte do projeto “Gente Mineira”, baseado em relatos orais anônimos que passam de geração a geração. A direção é de Alfredo Alves.

Zuzu Angel
O filme conta a trajetória da estilista mineira Zuzu Angel, que inaugurou a moda brasileira capaz de encantar o mundo. Sua lista de clientes incluía grandes celebridades internacionais e suas matérias primas iam de panos de colchão e chita a pedras preciosas. Nos anos 1960, enquanto conquistava páginas inteiras em grandes jornais como The New York Times, seu filho Stuart Angel Jones tornava-se militante do MR-8 durante o regime militar brasileiro. A direção é de Sérgio Resende.

Terça-feira, dia 24
História, sabedoria, música e personagens da cultura mineira são os destaques dos dois documentários desta noite.

Serra do Espinhaço
Produzido pela Rede Minas, o documentário é um registro do 2º Encontro dos Povos do Espinhaço, realizado em 2016, em Tabuleiro, distrito de Conceição do Mato Dentro. A obra mostra rodas de conversa, vivências e apresentações culturais de grupos e mestres da saberia popular da região. A ocupação da cordilheira, a maior do Brasil, é milenar e reúne diversos grupos tradicionais, como indígenas e quilombolas. A direção é de Luiz Matoso.

A Música Audaz de Toninho Horta
Focado na carreira e trajetória artística de um dos mais admirados e renomados músicos mineiros, este documentário busca, através de depoimentos de artistas, amigos e familiares, apresentações musicais e diversos materiais de arquivo, trazer à tona um pouco mais da importante contribuição de Horta para a música mineira e brasileira.

Terça-feira, dia 31
Descobertas e noções de pertencimento guiam as produções deste dia, que apresenta três curtas do edital Filme em Minas e um documentário da Rede Minas sobre o sertão de Guimarães Rosa.

Mercúrio
Estranhos fenômenos acontecem com um homem em uma praça de Belo Horizonte, um homem na fronteira entre o sonho e a realidade. Baseado no conto “Eu quero voltar naquela praça”, de Maria Thereza Torres, a direção é de Sávio Leite.

Balanços e Milkshakes
A obra, uma animação, conta a história de um amor vivido por duas crianças, que é lembrada por um narrador. A direção é de Erick Ricco e Fernando Mendes.

O Céu no Andar de Baixo
Desde os 12 anos de idade, Francisco faz fotografias de céu. Um dia, algo diferente aparece em uma de suas fotografias mudando a sua rotina. Esta animação é dirigida por Leonardo Cata Preta.

Pertensença ou Encharcar-se de Sertão
É um documentário sobre o projeto “O caminho do Sertão”, um mergulho sócio-eco-literário que leva caminhantes a percorrer locais descritos na obra “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa. O filme é um ensaio poético que desbrava paisagens do sertão de Minas Gerais e questiona a noção de pertencimento, o ser sertanejo hoje, as questões ambientais que afligem atualmente a região e a experiência que os 50 caminhantes levam da jornada. A direção é de Leandro Lopes.

Sexta-feira, dia 6

Different Trains, Pelo Quarteto Libertas
Interpretada pelo Quarteto Libertas para celebrar os 80 anos do norte-americano Steve Reich, Different Trains, obra essencial do compositor escrita em 1988 (vencedora do Grammy de 1989 na categoria Melhor Composição Clássica Contemporânea), diz sobre um tempo passado e foi criada para quarteto de cordas e material sonoro pré-gravado. O concerto traz ainda o Quarteto de cordas nº 1, do tcheco Erwin Schulhoff, e o Quarteto do Adeus, do gaúcho Daniel Wolff, compositores de origem judaica, assim como Reich. A apresentação conta com uma instalação em vídeo que traz imagens de arquivos de judeus antes da II Guerra Mundial e cenas dos EUA nos anos 1980. A apresentação é comentada pelo percussionista Werner Silveira.

Sexta-feira, dia 13

Delegascia – 1ª Parte
DelegasCia é uma jam session que acontece semanalmente na A Casa de Cultura, na região sudeste de Belo Horizonte, e tem como anfitrião o músico Thiago Delegado. O projeto virou um documentário que reúne performances musicais, depoimentos, entrevistas e imagens de arquivo, buscando transportar o clima que permeia o ambiente das sessões que recebem sempre um público animado.

Sexta-feira, dia 20

Vivo na Flauta
A atração mostra a história da flauta brasileira através de três gerações. A primeira geração representada pelo mestre Altamiro Carrilho, que com 82 anos continua em plena atividade; a segunda é representada pelo multi-instrumentista Carlos Malta, que, aos 46 anos, é considerado um dos grandes nomes da flauta brasileira; e a terceira geração é descoberta através de indicações de músicos, escolas de músicas e jornalistas.

Concertos Para Ver e Ouvir
Música para audiovisual em destaque. Tim Rescala, Rafael Langoni, Marcos Souza, Felipe Radicetti e Mario da Silva estão reunidos em um concerto que mescla sons com projeções de imagens em telão e traz músicas compostas para cinema, TV e games, comentadas pelos autores.

Sexta-feira, dia 27

Flávio Renegado – Suave ao Vivo
A sonoridade urbana do cantor e compositor são evidenciadas na apresentação “Suave ao Vivo”, realizada em 2013 no Parque Municipal de Belo Horizonte, que contou com a presença de convidados especiais como o grupo Meninas de Sinhá (do Alto Vera Cruz, como Flávio) e os cantores Rogério Flausino (Jota Quest) e Aline Calixto. O show faz um apanhado de composições dos dois primeiros álbuns do cantor, “Do Oiapoque a Nova York” (2008) e “Minha tribo é o mundo” (2011). Estão no repertório canções como Meu canto, A coisa é séria, Mil graus, Zica e Suave.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para o Topo