Concurso público

“Empresa que fará o concurso foi contratada pela gestão anterior”, diz prefeito de Capelinha

Foto: Divulgação/Prefeitura de Capelinha

Em entrevista à Rádio Aranãs FM nesta terça-feira, 13 de junho, o prefeito Tadeuzinho Abreu falou sobre o concurso público da Prefeitura Municipal de Capelinha. Confira as perguntas feitas pelo locutor Jailson Pereira e as respostas do gestor municipal.

Jailson / Aranãs: Muitas dificuldades nesse início de mandato, prefeito?

Tadeuzinho: Muitas dificuldades, Jailson, principalmente relacionadas aos governos Estadual e Federal, pois o Brasil encontra-se em um momento conturbado, e isso atrapalha um pouco aquilo que a gente prepara para estar implantando aqui no município.

Jailson / Aranãs: Após a divulgação do Edital do concurso para preenchimento de cargos no município, têm-se avolumado críticas. Pois muitas pessoas ainda estão sem entender devido ao número de vagas. Qual é a informação real sobre essa questão?

Tadeuzinho: Realmente, tem muita gente com dúvidas e questionamentos. Em relação ao número de vagas, são aproximadamente 90 vagas disponibilizadas no Edital, e muita gente questionada que tem muito mais contratados no município do que o número de vagas ofertadas. Quero deixar claro que, mesmo o número de vagas sendo cerca de 90, poderemos chamar 100, 150 ou qualquer outro número que corresponda à necessidade do município. A gente só não quer criar uma expectativa na população de algo que não existe, como foi feita na administração passada, quando foi divulgado que haveria mais de 300 vagas. É uma coisa que não condiz com a realidade que o município vive hoje, estamos cortando gastos. Como por exemplo, na Estrutura Administrativa que foi votada na Câmara, nela cortamos cargos comissionados, de confiança. Cortamos chefes e secretarias, e isso vai gerar uma economia de aproximadamente R$ 600 mil reais por ano. Queremos enxugar a máquina pública. Temos 400 pessoas contratadas, e muita gente que está na carreira política tem se utilizado disso para criticar a atual administração. Mas temos que observar que nós pegamos uma cidade totalmente sucateada, toda esburacada, cheia de mato pra todo lado, pegamos algumas obras para fazer logo no início do mandato, inclusive implantamos trabalho noturno, para acelerar nossas obras, tivemos que ampliar o número de contratados para colocar na capina, na operação tapa-buracos, na obra da Clóvis Pimenta, que é uma grande obra. Tenho orgulho de dizer quê estamos fazendo uma grande obra com recursos próprios. Ressalto que todos os contratos foram feitos por apenas três meses, e se for necessário renovaremos. Vamos continuar com nosso projeto de enxugar a máquina pública. E, depois do concurso, não poderão haver contratados na Prefeitura de Capelinha. Se precisarmos de contrato de três meses, vamos contratar os excedentes do concurso, essa é a realidade. Não queremos deixar de forma nenhuma vagas para beneficiar a administração ou pessoas com quem temos o relacionamento mais estreito, não vamos beneficiar ninguém. Queremos transparência, e a Prefeitura está aberta para sempre que alguém tiver alguma dúvida perguntar, se informar. Nossa equipe está na Prefeitura sempre à disposição para esclarecer as dúvidas. Sabemos que em gestões passadas aqui em Capelinha, não preciso nem citar a gestão, teve concurso fraudado, que infelizmente passaram pessoas “de mentira”, eles colocaram lá quem eles bem quiseram. E após denúncias que nós fizemos, o Ministério Público tirou essas pessoas do município. Isso não faremos, de forma nenhuma. É com transparência que temos trabalhado e continuaremos trabalhando.

Jailson / Aranãs: Você fez cortes de chefia, são cargos que com eu poder político você poderia nomear e manter. Na Prefeitura, quando você assumiu, tinha muito cacique para pouco índio?

Tadeuzinho: De fato, tinha sim muito cacique para pouco índio, tinha chefe sobrando lá e estamos tentando eliminar esses problemas, que não queremos que aconteça em nossa administração. Não queremos tomar como base para seguir gestões que deixaram problemas como esse acontecerem durante os quatro anos de mandato. Não queremos que tenha muito cacique para pouco índio de forma nenhuma.

Jailson / Aranãs: Prefeito, pelo tempo que conheço de administração em Capelinha, nunca se viu dispensar funcionários efetivos. Mas em sua gestão, você analisa o desempenho e ninguém tem cadeira cativa, isso é verdade?

Tadeuzinho: É verdade sim, de forma nenhuma vamos aceitar servidores que não estiverem atendendo às necessidades do município, pois são pagos pelo município e não podem ficar brincando de trabalhar. Inclusive já afastamos servidores por algum período para investigar sobre trabalhos que foram executados de forma errada, e isso vai acontecer constantemente se necessário. Em sua grande maioria, nossos servidores são excelentes, com raras exceções, é claro. Quem continuar excelente não terá problema, mas como se diz no popular: “não se pode molengar”.

Jailson / Aranãs: Já vimos concursos vencerem, expirarem. A pessoa faz o concurso e fica na expectativa, porém não é chamado. Esse número de vagas reduzido é para não ocorrer isso?

Tadeuzinho: Sim, é isso. Inclusive já passei em segundo lugar em um concurso e não fui chamado, não quero criar essa expectativa para a população capelinhense. Já vi concursos em que foram abertas 100 vagas e foram chamadas 500 pessoas. Em um concurso do TSE, tempos atrás, foi aberto um determinado número de vagas e chamado um número muito acima do esperado, e é o que pretendemos fazer se for necessário, com a lista de excedentes. Também temos ouvido que a Câmara vai fiscalizar o concurso público, e esse é um convite que faço: gostaria muito de ser fiscalizado pela Câmara nesse concurso, pois a empresa que foi contratada para realizar o concurso foi contratada pela gestão passada, no apagar das luzes, no final do mandato. E nós também fiscalizaremos, se for necessário, vamos fazer testes com os que passarem no concurso se houver indícios de fraudes. Mas acreditamos e esperamos que a empresa seja séria. Também queremos que a Câmara que fiscalize a própria Câmara, pois tem vereador que já andou 1.200 quilômetros com o carro da Câmara, indo e voltando para a própria fazenda. Isso tem que ser fiscalizado também.

Jailson / Aranãs: Há algo mais a frisar sobre o concurso?

Tadeuzinho: Faremos algumas alterações no Edital, são alterações necessárias, que detectamos, e temos tempo para isso. Isso é algo normal, como por exemplo na vaga para condutor de veículo leve, a exigência está de Carteira C, mas pode ter sido um erro de digitação da empresa, vamos voltar para a Carteira B, que é o normal. E outras alterações serão feitas, divulgaremos em breve.

Jailson / Aranãs: Prefeito, aproveitando sua presença, gostaria que o senhor esclareça um questionamento da população: a obra da Clóvis Pimenta está demorando?

Tadeuzinho: O processo burocrático tem que ser respeitado, não podemos fazer uma obra a toque de caixa, tivemos que fazer um projeto, licitar uma máquina de esteira, uma retroescavadeira, para o serviço render. Sei que muita gente se sente incomodada, principalmente os comerciantes, feirantes e moradores da avenida Clóvis Pimenta. Ressalto que o desgaste é momentâneo, mas é um problema que será resolvido de forma definitiva, é uma obra que deveria ter sido feito há 30 anos. Os moradores da avenida Berilo, da rua Venda Nova e da rua Deca Abrantes sofrem muito também. Nós resolveremos todas estas questões. E inclusive sobre a avenida Berilo, anuncio o seguinte: de uma forma ou de outra, com recursos do Governo Federal, estadual ou recursos próprios, estaremos dando início à obra da avenida Berilo agora no mês de julho.

Jailson / Aranãs: Algo mais, prefeito?

Tadeuzinho: Agradeço a paciência por nos esperar a arrumar a casa e aguardar a implantação das nossas propostas, dos compromissos que fizemos. A burocratização do sistema acaba nos atrasando, e sabemos que os recursos estão totalmente escassos, mas temos economizado e faremos muitas obras com recursos próprios. Mostraremos que Capelinha tem potencial e será tratada da maneira que merece.

Pastel Aceso
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