Capital mineira

Dupla é presa em flagrante aplicando golpe do “bilhete premiado” na capital

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na quarta-feira (13), em flagrante e por estelionato, Mônica da Ressurreição Almeida Goês, 48 anos, e Frederico Alexsander Carneiro, 36, no bairro São Bento, em Belo Horizonte. Eles foram presos quando tentavam enganar uma vítima de 80 anos.

De acordo com a Delegada Cristiana Angelini, responsável pela investigação, a dupla estava aplicando vários golpes do “bilhete de loteria premiado” na região Centro-Sul da capital mineira, e conseguiu ludibriar diversas vítimas. “Recebemos uma denúncia de que uma senhora, de 80 anos, teria sido abordada de maneira suspeita por um casal, no bairro São Bento, e colocada dentro de um veículo. De posse da placa do carro, iniciamos um rastreamento até localizar esse veículo na avenida Prudente de Moraes. Durante a abordagem, identificamos um motorista e duas passageiras. E, em entrevista com os três, observamos que se tratava de uma tentativa do crime conhecido como “golpe do bilhete premiado”, contou.

Dupla foi presa quando tentava enganar uma vítima de 80 anos (Foto: Divulgação/PCMG)

A Delegada ainda revelou como os suspeitos agiam para atrair as vítimas e como eles aplicavam os golpes. “A vítima era abordada por uma pessoa que aparentava ser mais simples e com pouco conhecimento. Essa pessoa supostamente teria sido contemplada com os números da loteria. A suspeita então solicitava ajuda para sacar o dinheiro, criando uma relação de confiança entre as partes. Um terceiro envolvido, que seria o comparsa da primeira pessoa, chegava ao local alegando que estaria ouvindo a conversa e informa que teria conhecidos que poderiam verificar os números apresentados. Eles saem do local e vão até ao banco, ou à residência da vítima, para que ela entregue algum valor ou joia em garantia, enquanto o dinheiro do prêmio seria supostamente creditado na conta da vítima”, revelou.

Durante a ação, foram encontrados com os suspeitos diversos cartões de crédito, vários celulares e a quantia de 500 dólares em espécie. Esse dinheiro teria sido utilizado pelos suspeitos para passar credibilidade às vítimas, facilitando a aplicação de golpes.

Mesa na coletiva: Delegado da Regional Sul, Arlen Bahia; Chefe do 1º Departamento de Polícia Civil em BH, Rafael de Souza Horácio; Delegada da 1ª Delegacia de Polícia Civil Sul, Cristiana Angelini; e Inspetor de Polícia, Rafael Atma. (Foto: Divulgação/PCMG)

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