Meio Ambiente

Expedição percorre norte de Minas descobrindo belezas e ameaças à natureza

Gruta do Janelão – Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

Foto: Divulgação/Ascom/Sisema

As equipes dos Escritórios Regionais Norte e Alto Médio São Francisco do Instituto Estadual de Florestas (IEF) participaram, entre os dias 07 e 10 de setembro, da 5ª Expedição Caminhos dos Gerais. A atividade percorre roteiros para conhecer as belezas naturais e os impactos negativos existentes na região, bem como a contribuição das unidades de conservação para a proteção desses ambientes.

A 5ª Edição da expedição foi dividida em três roteiros: “Serra do Cabral”, “Espinhaço” e “Peruaçu/Pandeiros”. A escolha dos roteiros teve como objetivo avaliar as unidades de conservação das regiões visitadas que são o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, a Área de Proteção Ambiental (APA) Nacional Cavernas do Peruaçu, os Parque Estaduais Veredas do Peruaçu e Serra do Cabral, a APA do Rio Pandeiros, Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pandeiros e a APA da Serra do Cabral.

Os grupos saíram de Montes Claros, da sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que foi a organizadora da Expedição. “Com a análise dos diversos processos de intervenção que prejudicam o meio ambiente os expedicionários avaliaram medidas que podem contribuir para a conscientização e a minimização destes impactos”, explica a coordenadora de Unidades de Conservação do Escritório Regional Alto Médio São Francisco do IEF, Laissa de Araújo Viana.

Lagoa do Jatobá – Veredas do Peruaçu (Foto: Divulgação/Ascom/Sisema)

O roteiro do “Espinhaço” percorreu as cidades de Juramento, Itacambira, Botumirim, Cristália e Grão Mogol. “Uma das atividades foi a avaliação da criação do Parque Estadual de Botumirim na Serra do Espinhaço que está em discussão pelo IEF”, observa Laissa Viana. Já o roteiro “Serra do Cabral”, passou pelas cidades de Jequitaí, Francisco Dumont, Joaquim Felício, Buenópolis, Augusto de Lima, Lassance e Várzea da Palma.

O roteiro “Peruaçu/Pandeiros” passou por cinco unidades de conservação nacionais e estaduais inseridas nos municípios de Itacarambi, Januária, Conego Marinho e Bonito de Minas. Outros pontos da visita foram o rio Pandeiros e o rio Peruaçu, considerados rios de preservação permanente pela Lei Estadual 15.082/2004.

O roteiro foi iniciado com a visita ao Parque Estadual Cavernas do Peruaçu, cuja transformação em Patrimônio Natural da Humanidade está em estudo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) “Os expedicionários conheceram a Lapa dos Desenhos, Lapas dos Índios e Bonita e a famosa Gruta do Janelão onde é possível contemplar a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento”, observa Laissa de Araújo Viana.
Em direção à APA Cavernas do Peruaçu, os expedicionários depararam-se com uma calamidade: uma importante vereda da Bacia do Rio Peruaçu, que queima desde fevereiro de 2017. “Por ser um incêndio subterrâneo, infelizmente várias ações foram feitas e ainda não foi possível extinguir este incêndio”, explica do chefe do Escritório Regional Norte do IEF, Mario Lúcio dos Santos.

Ainda na APA Cavernas do Peruaçu, os participantes conheceram a Cooperuaçu, cooperativa que desenvolve um trabalho com frutos do Cerrado e Caatinga na região do rio Peruaçu. Na sequência, a parada foi no Parque Estadual Veredas do Peruaçu com seu complexo de veredas e lagoas à margem direita do Rio Peruaçu. Atualmente, está em curso um trabalho para ampliar a área do parque, a fim de proteger importantes nascentes e veredas afluentes dos rios Pandeiros e Peruaçu e outros fragmentos de cerrado.

Na APA Pandeiros visitou-se o balneário do Catulé, famoso no município de Bonito de Minas, e a nascente do Catulé Lourão. Em seguida, no Refúgio Estadual de Vida Silvestre, foram observadas construções ilegais ao longo da Área de Preservação do Rio Pandeiros e ainda a beleza e os impactos causados no Pantanal Mineiro, com extensas áreas alagadas tidas como um berçário natural, responsável pela reprodução dos peixes do rio São Francisco, além de abrigar uma enorme diversidade de aves, anfíbios, répteis e mamíferos.

Além da Prefeitura de Montes Claros e do IEF, participaram da atividade representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFJM), Unesco e Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

“O resultado final foi de grande importância, onde foi possível constatar as belezas naturais existentes nestas regiões bem como grandes danos ambientais que vêm ocorrendo”, observa Mário Lucio dos Santos. “O próximo passo será a elaboração de um documento final, a partir das diversas situações constatadas pelas equipes responsáveis por cada roteiro, onde se pretende mostrar a realidade socioambiental dessas regiões”, completa.

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